F1: Breves

Kimi Raikkonen fica na Scuderia em 2016.

hi-res-aecf352f5add3c27d037476773d921af_crop_northÉ o fim da especulação. Raikkonen será piloto Ferrari em 2016. Depois de se ter falado em vários pilotos e sendo Bottas o favorito ao lugar, a equipa italiana acabou com a especulação e fechou contrato com o piloto finlandês por mais um ano. Um voto de confiança por parte da Scuderia que assim tenta retirar o máximo de um dos melhores pilotos do grid, acabando com a indefinição do seu futuro. Raikkonen é um dos melhores e a sua relação com Vettel é a melhor possível. E estando a equipa a dar passos seguros rumo a um futuro mais risonho, mudar a dinâmica da equipa seria arriscado. Os pilotos têm uma excelente relação e o equilíbrio na equipa foi encontrado. Faz sentido manter as coisas como estão e esperar que o rendimento do Iceman melhore. Para a F1 é também uma excelente noticia pois a legião de fãs de Kimi vai manter-se fielmente ligada à F1 por mais um ano, sem esquecer obviamente que é um excelente piloto que se mantêm. Como tal, não se perspectivam grandes mudanças no grid para 2016, sendo apenas a entrada da Haas a motivadora de alguma mudança mais radical.

O regresso do “efeito  solo”

ground_effect_lotus79bAs mudanças para 2017 começam cada vez mais a ser faladas e a última parece ser também interessante. Trata se do regresso do “efeito de solo” que caracterizou os carros nos anos 70. Muito resumidamente o “efeito solo” é uma forma de criar apoio aerodinâmico. Nos anos 70 consistia em “selar” as partes laterais dos carros, de forma a que o ar debaixo do carro circulasse mais depressa e assim criando uma zona de pressão negativa , empurrando o carro contra o solo.

A ideia para 2017 é utilizar este conceito, não como nos anos 70 mas de forma semelhante, de forma a minimizar a importância da asa dianteira do carro. Acutalmente muito da eficiência aerodinâmica do carro depende da asa dianteira e da forma como direcciona o ar. Se um dos componentes da asa sofrer um desvio de 2 ou 3mm que seja, é o suficiente para que o ar não siga para as zonas desejadas e o carro perca apoio aerodinâmico. Mais importante que isso, quando um carro persegue um adversário, o ar que sai da traseira do carro da frente perturba o normal funcionamento da asa dianteira, o que implica perda de eficiência aerodinâmica e o que explica que hoje em dia os carros não consigam perseguir durante muito tempo os adversários que seguem na frente.

8163509_f496Com o maior apoio aerodinâmico fornecido pelo efeito solo, as asas teriam uma importância menor e os carros conseguiriam mais apoio, conseguindo rodar mais próximos uns dos outros.  É uma medida que agrada a maioria das equipas e aos pilotos. No entanto terá de ser ainda muito trabalhada pois o regulamento das asas dianteiras ainda não foi revisto e como tal equipas como a Mercedes e a Red Bull que são muito fortes nesse aspecto manteriam a sua vantagem. E assim o problema das asas demasiado complexas e da perda de eficiência na perseguição dos carros manter-se-ia.

Outras medidas existem que estão em estudo. A Force India propôs o uso de algumas partes standard,  ou seja todas as equipas usarem as mesma peças de forma a diminuir os custos mas as equipas grandes não estão interessadas nisso. No entanto parecem estar a ser feitos esforços para que a F1 melhor e muito em 2017.

 

Relembramos o “fan car”, Brabham BT 46 b que foi a proposta mais extrema do conceito de “efeito solo”:

 

 

Fábio Mendes

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