foto: xpb images - chicane motores

F1: Lewis Hamilton – Estatística pura e dura (Parte III)

Lewis-Hamilton-Mercedes-2015-F1-testing-Barcelona-8(os primeiros artigos podem ser lidos aqui e aqui)

 

Pole-positions

Depois de analisadas as temporadas na McLaren, vou efectuar o balanço dos últimos 3 anos de Mercedes:

 

2013

7

Resultado: No último ano de conquistas da Red Bull, os dois Mercedes ainda conseguiram dar um ar da sua graça. O recém-chegado Hamilton adaptou-se bem ao novo monolugar e derrotou o alemão 5-3 em poles. Nas inscrições no Top 2, ficou 9-7 a favor do britânico.

2014

8

 

Resultado: Depois de ter indicado que a versão de 2013 ainda tinha muito ‘dedo de Schumacher’, Hamilton participou activamente na versão de 2014, dando o cunho em praticamente todos os desenvolvimentos. E quando se esperava que o britânico fosse ainda mais dominador, Rosberg veio mostrar que não aceitava o rótulo de 2º piloto e apresentou um nível altíssimo durante toda a temporada. Ao nível de poles, o alemão bateu o britânico em 11-7. Mesmo com a ausência de tempos de Hamilton na Hungria, Rosberg já dominava o panorama a meio da temporada. Dos 3 anos em análise este foi o mais desequilibrado, com a média a mostrar que o andamento de Rosberg chegava a ser quase um segundo a menos.

 

2015

9

 

Resultado: Apesar da época ainda não ter terminado, Hamilton aprendeu com os erros do passado e apostou forte em corrigir a sua maior fraqueza do ano passado: aumentar o ritmo em qualificação. Até ao momento, o britânico bate o alemão 11-5 em poles. Rosberg mostrou-se psicologicamente afectado pela derrota no campeonato (neste e no ano passado) e por não ter arranjado soluções mais eficazes nas sessões de sábado. Esta situação agudizou quando nos últimos 6 meses o britânico conseguiu 7 poles consecutivas. Faltando 2 GPs para o final da temporada (Brasil e Abu Dhabi), Rosberg pode ainda nivelar o resultado para 11-7. Apesar das contas do título terem ficado fechadas à 2 corridas, o alemão ao encurtar a distância mostra à equipa que tem argumentos e tem o boost psicológico de dominar o campeão do mundo.

Conclusão:

 

foto: XPB images
foto: XPB images

Desde que ingressou na F1 há oito anos atrás, Lewis Hamilton teve 4 colegas de equipa: Fernando Alonso, Heikki Kovalainen, Jenson Button e Nico Rosberg. Neste período conclui-se que:

  • Em qualificação: Hamilton apenas foi dominador sobre Jenson Button. Alonso, Kovalainen e Rosberg conseguiram realizar pelo menos uma temporada em que conseguiram impor um ritmo superior ao do britânico.
    • 2007 (c/ Alonso): 0-1 (Hamilton perde)
    • 2008-2009 (c/ Kovalainen): 1-1 (Hamilton empata)
    • 2010-2012 (c/ Button): 3-0 (Hamilton ganha)
    • 2013-2015 (c/ Rosberg): 2-1 (Hamilton ganha)

A contagem final fica 6-3 a favor de Lewis, mostrando que de forma geral tem um aproveitamento positivo contra os colegas. E mesmo sendo um piloto naturalmente rápido, não seria de espantar que um Rosberg ao seu melhor nível consiga novamente o título de Rei das Poles. Isto depende muito da capacidade mental para lidar com a adversidade e neste capitulo Hamilton é mais forte que a maioria.

 

 

Foto: XPB Images
Foto: XPB Images
  • Em corrida: Pegando no capítulo da capacidade mental, este foi decisivo para os bons resultados: na corrida aos pontos, Hamilton apenas foi batido por Jenson Button.
    • 2007 (c/ Alonso): 1-0 (Hamilton ganha)
    • 2008-2009 (c/ Kovalainen): 2-0 (Hamilton ganha)
    • 2010-2012 (c/ Button): 1-2 (Hamilton perde)
    • 2013-2015 (c/ Rosberg): 3-0 (Hamilton ganha)

 

 

A contagem final fica 7-2 a favor de Lewis. De forma regular, Hamilton é um piloto mais consistente e combativo que a maioria. No entanto, o período de 2010 a 2012 mostrou que Button era (e ainda é) um piloto cuja velocidade natural pode ser mediana, mas a sua capacidade para rodar de forma consistente durante dezenas de voltas era mais apurada que a de Hamilton. Lewis estava num período de aprendizagem, ainda bastante impulsivo em pista e isso custou-lhe pontos preciosos devido a alguns erros infantis.

 

Hoje em dia, esses erros foram minimizados e colocam-no no patamar dos pilotos que menos erra. Esta componente tem sido por demais evidente nos últimos 2 anos contra Rosberg, que por várias vezes cedeu à pressão e cometeu erros, deixando a vitória na corrida nas mãos de Hamilton.

 

Marcos Gonçalves

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