ETCC – Corrida de Itália: Penalizações confundem as duas corridas

Duas corridas animadas e com bastantes lutas que foram estragadas pelas penalizações do comissários que provavelmente acordaram demasiado zelosos e acabaram por confundir ambas as corridas. Os Hondas foram claramente os mais fortes em pista e para Fábio Mota foi um fim de semana para esquecer.

 

Corrida 1

Na largada, ambos os carros da Zengo tiveram arranques horríveis com Nagy e Szabo a ficarem parados. Os restantes pilotos mantiveram as posição até a a curva um.

No final da primeira volta, Fulin atacou forte Schreiber mas este não deixou o checo ir avante com as suas ideias. Na volta 2 Mota ficou na pressão de Nagy e começou a defender-se do húngaro. Mota não conseguiu defender-se do ataque na parabólica e ficou por fora na entrada para a chicane 1 e perdeu assim o lugar.

Stefanovski atacava o Audi de Kralev mas não conseguia passar o búlgaro. Pfister sofreu o mesmo destino de Mota, com Nagy a atacar forte e  conseguir passar para o 6º lugar.

Na volta 5 Mota voltou a perder um lugar para um Seat da Zengo, com Szabo a passar o português. Kralev servia de tampão que beneficiava os homens da frente, com Rikli a segurar a liderança, à frente de Schreiber e Fulin que seguia osHondas da equipa suíça.

O Homem da Audi foi penalizado por fazer um ensaio de arranque no gird na volta de lançamento da corrida, algo proibido pelos regulamentos. Stefanovski sofria o ataque de Nagy, que estava a fazer uma excelente exibição, enquanto Mota era também investigado por uma irregularidade no processo de largada. Stefanovski conseguiu passar Kralev na variante Ascari e Nagy aproveitou a boleia conseguindo passar o Audi que pouco depois entrou nas boxes para cumprir o Drive Through.

Schreiber atacava mas a experiência de Rikli aguentava o colega de equipa até ao início da última volta, onde Rikli deixou passar Schreiber na primeira chicane, evitando assim o toque. Fulin aproveitou e aproximou-se desta luta. 

 

Schreiber passou pela bandeira de xadrez em primeiro seguido de Rikli e Fulin, mas os Hondas foram penalizados com 5 segundos, perdendo assim a corrida para Fulin que estava a 2 segundos do duo da frente.  Fábio Mota também  foi penalizado e todas estas penalizações foram dadas por má colocação na grelha de partida. As trocas transformaram o top 3, com Fulin a ser o vencedor seguido de Schreiber e Rikli. 

 

Foi assim que a corrida acabou:

 

Tabela depois das penalizações:

01 Petr Fulín 9 Laps
02 Christjohannes Schreiber +3.472
03 Peter Rikli +3.807
04 Igor Stefanovski +11.629
05 Norbert Nagy +11.914
06 Zsolt Szàbo +12.883
07 Andreas Pfister +14.064
08 Mladen Lalusic +19.390
09 Fábio Mota +20.184
10 Plamen Kralev +33.235

 

 

Corrida 2

Lalušic e Pfister completavam a primeira linha da grelha de partida, que deveria ter sido ocupada por Fábio Mota, mas devido a penalização na corrida 1 foi despromovido para o 9º lugar.

 

Os Hondas tiveram um arranque fulgurante, enquanto os Seat da Zengo tiveram um novo arranque para esquecer. Lalušic passou de primeiro para último logo na primeira chicane, acabando por desistir. A corrida era liderada pelos Hondas, com Rikli  seguido de Schreiber  e Fulin logo atrás.

Fulin começava a ser pressionado por Nagy, seguido de Pfister, Stefanovski e Mota.

Os Hondas voaram para longe da concorrência, enquanto Nagy se aproximava de Fulin. Mota sofria o ataque de Szabo e foi obrigado a cortar a segunda chicane,  mantendo posição. Stefanovski conseguia passar Pfister, que agora era 6º, depois de largar de 2º.

O Audi de Kralev que vinha atrás do português, começou a atacar forte e passou Szabo, Mota e por pouco não passava Pfister, saindo fora de pista na parabólica. Entretanto Szabo juntava-se a Lalušic na lista de desistências.

Mota foi penalizado com um Drive Through por exceder os limites da pista,  o que estragava por completo o fim de semana do português.

Mais à frente, Fulin escapou a Nagy, que agora era pressionado por Stefanovski na luta que animava a corrida.

Na frente repetia-se o ataque de Schreiber a Rikli mas o veterano aguentava-se na liderança. Mais uma vez Rikli era penalizado com 10 segundos por ter excedido os limites de pista na largada, assim como Fulin que foi penalizado com 5 segundos. Os comissários estavam com o gatilho leve mas não aplicavam a lei de forma igual para todos.

Assim, tal como na primeira corrida, não foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez a vencer, mas sim Schreiber que em pista foi 2º mas que beneficiou da penalização do seu colega de equipa, seguido de Rikli e Fulin.

Ridículas estas penalizações atribuídas a pilotos que tentaram evitar acidentes e foram penalizados, assim como a penalização a Mota, enquanto o Audi de Kralev se fartou de sair de pista.

Resultado final:

 

 

Próxima ronda do ETCC de 12 a 14 de Maio na Hungria.

 

 

Fábio Mendes

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