Alpine quer voltar em força à estrada e em pista

Com as primeiras unidades do novo Alpine A110 renascido dos “mortos”, quase a chegar ao mercado automóvel, a marca francesa prepara-se para entrar na competição automóvel. A marca vai criar um campeonato europeu monomarca, apelidado de Alpine Europa Cup e pretende fazer a primeira corrida a partir do verão do próximo ano.

O novo Alpine A110 Cup é baseado no novo A110 de estrada, mas com bastantes modificações. A marca francesa, deu a responsabilidade de design, de desenvolvimento, da produção e das vendas do A110 Cup à equipa da Signatech, a mesma estrutura encarregue do Alpine A470 no campeonato FIA WEC.

Este Alpine A110 Cup tem o mesmo motor de quatro cilindros 1.8L de cilindrada turbo que a versão de estrada, mas aqui nesta versão levou um novo filtro de ar e um escape mais desportivo, que aumenta assim a potência para os 270 cv às 6.000 rpm, ou seja mais 18 cv que a versão de estrada. Já o binário mantêm-se igual nos 320 Nm.

Este motor levou ainda uma centralina MGE-Marelli SRG 140 ECU de última geração da Magneti Marelli. Para complementar isto tudo, o Alpine A110 Cup tem uma caixa de velocidades sequencial de seis velocidades, com patilhas no volante, desenvolvida em parceria entre a Signatech e a 3MO. Inclui ainda um diferencial autoblocante para uma maior eficácia deste tração traseira em pista que pesa 1050 kg.

O chassis monocoque em alumínio do Alpine A110 Cup foi alterado devido à nova geometria de suspensão e à redução da altura ao solo, que passou a ser de – 40 mm. Mas também devido aos pontos de ancoragem necessários para a soldagem da roll-cage de proteção. A carroçaria toda ela construída também em alumínio tem um fundo plano com um novo difusor.

O A110 Cup conta ainda com suspensão de duplos triângulos sobrepostos e uns amortecedores ajustáveis da Öhlins. Para ter uma excelente capacidade de travagem em pista, levou uns travões à frente com discos Ø 355 x 32 mm com pinças de seis pistões e atrás uns discos Ø 333 x 32 mm com pinças de quatro pistões, tudo da Brembo.

A Alpine Europa Cup aprovada pela FIA, tem início marcado para junho de 2018, no Circuito Paul Ricard em França. A marca pretende fazer 6 fins de semana com duas corridas cada e visitar 5 países diferentes neste primeiro ano de estreia. Ao que tudo indica depois de França, passará pela Alemanha mas ainda não se sabe em que circuito será, depois a terceira ronda será em solo francês no Circuito Dijon-Prenois, depois irá ao Circuito de Silverstone no Reino Unido, depois ao Circuito Spa-Francorchamps na Bélgica e a temporada terminará no Circuito Barcelona-Catalunha em Espanha.

Este campeonato terá os seguintes requisitos: 2 x 30 min de treinos livres por fim de semana, 2 x 30 min de qualificações por fim de semana e duas corridas por fim de semana com 30 min de duração cada. Haverá 3 classes distintas, haverá a classe Geral, a Júnior para pilotos com menos de 25 anos e a Gentleman Drivers para pilotos com mais de 45 anos. Pode-se fazer equipas de dois pilotos, de forma a dividir melhor as despesas.

Para os interessados, este Alpine A110 Cup custa 100.000€ + IVA e haverá ainda uma taxa de inscrição na prova de 20.000€ + IVA e um depósito de 20.000€. A marca garante que os custos estimados para toda a temporada ficam abaixo dos 100.000€ sem IVA. Para os vencedores das diversas classes, no fim da época haverá no mínimo 160.000€ de prémios para receber. Estes valores incluem o fato de competição, alocação de roupa, ferramentas da Alpine, comunicações, suporte técnico da Signatech para o chassis e da Oreca para o motor, uma loja de peças suplentes durante as provas, entre mais serviços.

A Alpine irá fazer apenas 20 carros para a primeira temporada da prova. Mas antes de se tudo iniciar, os pilotos Nicolas Lapierre e Nelson Panciatici, irão fazer 7.500 km de testes de desenvolvimento, que segundo a Signatech irá equivaler a 3 temporadas juntas. Os testes vão ser realizados nos circuitos de Jerez de la Frontera, Magny-Cours, Motorland Aragon, Valência, Portimão e Navarra.

Todos os pilotos/compradores vão poder acompanhar os testes e receber feedback do carro desde do desenvolvimento até ao produto final. O objetivo dos testes é fazer um “setup” base competitivo que se adequo a pilotos mais experientes e a pilotos com menos experiência, e que depois possa ser modificado por cada equipa ao seu gosto e consoante as características de cada prova e de cada pista, além de testar a resistência do carro e de todas as modificações feitas.

 

 

Fonte: Alpine Portugal / Renault Portugal

Flat Out. Boas Curvas

Fábio Guedes

 

 

 

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