Vila Real recebeu a acção de formação para comissários e directores de prova

Vila Real viveu sentiu neste fim de semana os primeiros “ares” da nova época desportiva. Decorreu no Teatro de Vila Real a Acção de Formação para comissários e directores de prova, organizada pela FPAK e pelo CAVR. A iniciativa pretende preparar os homens e mulheres que terão de zelar pelo bom funcionamento das provas durante este ano que está prestes a começar. Esta formação juntou elementos de vários clubes do norte do país, responsáveis pela organização desportiva de provas a nível nacional e internacional.

Estiveram presentes grandes nomes da cena do desporto nacional e internacional, como Rui Marques e Eduardo Freitas, assim como outros representantes FPAK que tiveram como missão passar os seus conhecimentos à atenta plateia.

A primeira parte desta formação (na sexta-feira) foi direccionada para os directores de prova das várias modalidades do desporto automóvel, com especial foco nas alterações feitas na regulamentação nacional e internacional para 2018, assim uma uma visão do que poderá ser o futuro a curto prazo e a segunda parte teve como alvo os comissários das várias categorias com uma componente teórica e demonstrações práticas, com um exercício de extracção, seguido de um exercício de um extinção de incêndio com a ajuda dos bombeiros de Vila Real, de forma a dar as noções básicas de combate a um fogo. Houve também uma componente médica, feita pelo médico chefe do WTCC e  do WRX, com o objectivo de explicar que informação os comissários devem recolher que seja uma mais valia para as equipas médicas.

 

Eduardo Freitas realçou que é vontade da FPAK envolver-se mais na formação dos comissários, algo que até agora era essencialmente feito pelos clubes. A FPAK pretende assumir essa responsabilidade de forma de estabelecer um mínimo comum a todos e assim garantir um nível de qualidade superior. Eduardo Freitas enalteceu a qualidade dos comissários que existem em Portugal afirmando que o nível que existe cá é tão bom quanto o que vemos lá fora.

 

Tiago Fernandes, do CAVR não escondeu a satisfação por receber um evento desta dimensão e importância:

“É um orgulho receber um evento FPAK com a chancela da FIA que faz parte de um plano mundial de formação em que a nossa federação também está integrada. É acima de tudo uma das primeiras acções no cumprimento do compromisso assumido perante os associados. A parte desportiva do clube está salvaguardada e temos a nosso cargo dois campeonatos do mundo, tarefa que executamos na perfeição ou muito perto disso. Um dos compromissos desta nova direcção era reorganizar internamente o clube e promover acções deste género dando mais condições aos colaboradores. É a primeira iniciativa que pretende dotar os nossos colaboradores de uma formação actual e dar formaçao a novos elementos e acima de tudo continuar a credibilizar o CAVR que é um dos grandes objectivos destes corpos sociais”.

 

Paulo Magalhães, da FPAK fez um balanço muito positivo dos trabalhos

“O objectivo é melhorar a qualidade das provas e a melhoria no aspecto da segurança passa por dar formação às pessoas envolvidas, alerta-las para procedimentos básicos. O nível que se pretendeu atingir este ano foi o nível básico para os comissários de estrada e de pista, pois entendemos que a importância do seu trabalho e das funções que desempenhas para o bom desenrolar das provas. Queremos ter um desporto motorizado mais seguro e cativar gente nova que também é um dos nossos objectivos. O balanço é extremamente positivo.”

 

 

O trabalho dos directores de prova e dos comissários de pista é indispensável e muitas vezes subvalorizado. A responsabilidade que têm é tremenda e além de ajuizar o que acontece nas provas, têm também de zelar pela segurança dos pilotos e dos fãs. É um trabalho de uma exigência tremenda, feito por pessoas que resolvem sair do conforto do seu lar e por vezes enfrentar condições adversas, tudo para que o espectáculo que tanto gostam decorra da melhor forma. Falamos de amadores, com um nível de preparação e conhecimento que tem de ser ao nível dos profissionais. É a eles que devemos as corridas e a eles endereçamos a nossa vénia pelo esforço e dedicação que todos os dias mostram em prol de uma paixão comum.

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