F1 GP da Austrália: O espectáculo vai começar

O inverno parece ainda estar por aí mas nos calendários a primavera está oficializada. Acabou o período mais odiado pelos fãs da F1. Acabou a espera, acabaram os testes… agora é a sério. Começa este fim de semana mundial de F1 e Melbourne é novamente o palco escolhido para a jornada inaugural.

 

Novidades? São muitas.O novo grafismo que a F1 vai apresentar aos fãs nesta época, a presença do Halo que aos poucos vai deixando de ser tema central, a estreia de dois pilotos novos (Charles Leclerc e Sergey Sirotkin), o regresso de marcas históricas (Alfa Romeo, pela mão da Sauber e Aston Martin com a Red Bull), e a troca de motores entre a McLaren (agora com Renault) e a Toro Rosso ( equipada com motores Honda). Juntamos a isso um novo conjunto de pneus da Pirelli mais macio que no ano passado e a promessa que os carro este ano estarão em média 2 segundos por volta mais rápidos (promessa que deverá ser cumprida, dadas as indicações dos testes em Barcelona).

Outra novidade que se ficou a conhecer nos últimos dias, os semáforos vão estar colocados em todas as pistas a uma altura padrão para evitar que os pilotos não vejam as luzes por causa do Halo. Haverá também um conjunto de luzes que serão colocados à frente da linha de partida para permitir que os homens da frente consigam também ver as luzes. Querem mais novidades? Estão servidos então… em Melbourne teremos 3 zonas DRS ao invés das habituais duas. A pista australiana não permite muitas ultrapassagens e os responsáveis acharam por bem colocar mais uma zona DRS para melhorar o espectáculo. Uma medida que poderá ser repetida noutros traçados.

Falando agora de Albert Park, a pista para este fim de semana, mistura as características de  um traçado citadino com as de um circuito permanente. É relativamente larga e com escapatórias generosas, mas com uma superfície menos aderente e com algumas ondulações nas zonas de travagem, o que dificulta a vida aos pilotos.  É um traçado rápido, fluído, com poucas curvas fechadas, o que não favorece as ultrapassagens. O sector mais desafiante para os pilotos é o conjunto das curvas 11 e 12 até à 13, provavelmente a zona mais rápida da pista e aquela que mais agrada a quem tem a sorte de estar ao volante.

Albert Park não é dos traçados em que mais se exige da unidade motriz, mas dadas as características da pista, o arrefecimento  do motor e dos travões são pontos importantes.

 

 

 Pontos de interesse:

 

A Mercedes surge nesta primeira corrida como a mais forte do trio da frente, pelo menos em teoria. Os testes podem enganar muito mas regra geral dão sempre uma boa ideia do que podemos vir a ter. Os indicadores são claramente positivos para a Mercedes, que teve novamente uma fiabilidade a toda a prova e não revelou ainda a verdadeira velocidade do W08, uma vez que não rodaram com os pneus mais rápidos deste ano. Do lado dos pilotos, Hamilton está motivado para tentar igualar Fangio e chegar ao penta. Do lado de Bottas é o tudo ou nada pois aMercedes vai estar muito atenta às suas prestações e não faltam candidatos para o seu lugar.

 

Na Ferrari temos um filme já visto em  2017. O carro mostrou potencial e está perto do rendimento da máquina germânica mas so a partir de amanhã saberemos a verdadeira distância entre ambas. É preciso relembrar que no ano passado a Ferrari enfrentou duvidas similares e venceu a primeira corrida do ano, com categoria. Vettel vai tentar novamente o quinto campeonato e deverá travar nova luta renhida com Hamilton. De Raikkonen não se espera que esteja na luta pelo título pois o andamento já não é o que era mas vai por certo dar muito jeito à Scuderia ter um piloto com a experiência do finlandês.

 

A Red Bull … vem com a corda toda! Os testes decorreram de forma pacífica, o chassis mostrou um potencial tremendo e o motor Renault não é o ideal mas já dá para o gasto. Se o RB14 tivesse um motor Mercedes… ui ui! Assim, a equipa terá de ser inteligente nas corridas para conseguir levar a água ao seu moinho. O duelo interno Verstappen vs Ricciardo será um dos mais interessantes de seguir. Ricciardo tem de se aprumar nas qualificações para fazer frente ao holandês e Verstappen terá de contrariar o ritmo metronómico e a maior experiência do australiano. Uma luta para seguir com muita atenção!

 

E se o top 3 está definido com alguma facilidade, o top5 já é outra história Em teoria, a Renault parte com vantagem. Um carro fiável, competitivo e que não mostrou ainda tudo que tem para dar, deverá ser a quarta força do grid com relativa facilidade. A outra vaga nesta corrida está em aberto.  A Haas parece partir com vantagem, pela fiabilidade e ritmo que evidenciou. Em teoria o melhor tempo da Haas ficou apenas a 0.2 segundos do da Ferrari (fazendo o acerto entre as diferenças dos pneus usados) e a opinião unânime que há ali muito potencial. A McLaren não deverá ser candidata já nesta corrida ao top 5. A base do carro é muito boa mas há problemas de base a resolver que ainda poderão complicar a tarefa da equipa nestas primeiras rondas.  Mas depois da ronda europeia as coisas poderão melhorar substancialmente.

Um dos grandes pontos de interrogação nesta fase é a  Force India. A quantidade de melhorias que a Force planeou fazer para esta primeira prova é grande. Nos testes foi carro em “versão Beta”, longe da definitiva, a rodar em pista. A malta da Force não costuma falhar muito e não seria surpreendente vê-los confortavelmente nos pontos.

A Toro Rosso poderá também estar nos pontos nesta corrida mas ainda desconfiamos um pouco dos motores Honda. Falou-se muito da fiabilidade da equipa nos testes mas estamos curiosos para ver o que realmente vale esta STR.

A fechar a tabela o expectável é que a Williams e a Sauber estejam nos lugares do fundo, ainda com muito trabalho para ambas as equipas. A Williams está aflita e sabe que está longe de ter um carro competitivo. A mudança de filosofia da máquina, agora com mais apoio aerodinâmico está a ser mais difícil que o previsto e não se augura nada de bom. A Sauber por seu lado não terá também aidna condições para escapara ao fundo da tabela mas ao contrário da Williams há mais motivos para sorrir pois a base é interessante e há ideias que podem funcionar.

 

Horários:

Sexta-feira (23)

Treino Livre 1 –  01:00 – 02:30

Treino Livre 2 – 05:00 – 06:30

 

Sábado (24)

Treino Livre 3 – 03:00 – 04:00

Qualificação – 06:00

 

Domingo (25)

Corrida – 06:10

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