CPVT: Que campeonato para 2018?

Os boatos que circulavam nas redes sociais de que a primeira prova do campeonato nacional de velocidade iria ser anulada confirmaram-se. O promotor do evento, com o acordo da FPAK e das equipas resolveu anular a primeira prova do ano com dois objectivos:

Primeiro dar tempo às equipas para estruturar os seus projectos; Segundo, retirar uma prova e assim diminuir os custos de uma época para os pilotos. É uma solução simples mas será ela eficaz? Esperemos que sim. Resolve os problemas actuais? Não! São precisas medidas adicionais.

Sabíamos já de antemão que este 2018 não estava a ter um começo muito famoso. As equipas não tinham interessados no CPVT e os projectos demoravam a serem confirmados. Até agora, os únicos nomes falados foram Gustavo Moura na Speedy, Edgar Florindo na Veloso e Manuel Gião na CRM. A partir daí tínhamos um mar de indefinições isto a poucos dias do começo da prova. Sentimos algum desanimo nas equipas o que não era bom sinal e uma falta de interessados que preocupava ainda mais.

A situação do nacional de velocidade é delicada. E como tal não queremos estar a mandar mais lenha para uma fogueira que se quer extinta antes que tome proporções desagradáveis (queremos tanto quanto os responsáveis que o campeonato aconteça), mas os factos mostram que há pouco interesse dos pilotos para fazer a velocidade. Ou melhor, há interesse mas não há orçamentos.

Mas vemos cada vez mais projectos interessantes nos ralis, com custos muito superiores aos praticados na velocidade. E se há dinheiro para os ralis, porque não acontece o mesmo na velocidade? As partes interessadas devem juntar-se e entender o que é preciso fazer para contrariar esta tendência. Talvez seja necessária uma promoção diferente, ou custos mais reduzidos, ou algo que seja capaz de justificar os patrocínios. É preciso apresentar soluções de forma construtiva e colocando o interesse de todos acima do interesse próprio.

É uma pena que esta situação esteja a acontecer agora. Os TCR são máquinas caras é certo, mas não tão caras quanto os R5. As equipas são unânimes em dizer que esta plataforma é boa e tem potencial. Mas é preciso entender onde está o problema e o que fazer para que as coisas mudem. Temos boas equipas, com bons carros e temos bons pilotos. Falta mais público nas pistas (ou nas redes sociais) para que o alcance seja maior. Talvez falte mais um traçado citadino para aproximar a competição do público. Falta uma aposta mais forte nos TCR2 (este ano TCC), cujos custos deveriam ser mais baixos ainda para permitir que quem tivesse menos orçamento pudesse competir com máquinas de valia igual. Uma grelha de 8 TCR e 8 TCC seria óptimo para a nossa realidade. E é possivel. Mas é preciso que todos remem para o mesmo lado.

 

O que esperar de 2018? É difícil prever o que quer que seja. É complicado para um piloto convencer patrocinadores que vêem uma competição Ibérica que não aconteceu e agora um campeonato nacional que é encurtado antes do seu arranque. Há quem tema que o interesse diminua mais ainda (uma grelha ainda mais pequena que o ano passado não resultaria). Não pretendemos apontar o dedo a ninguém e para critica destrutiva já estamos mais que servidos. Pretendemos sim que se faça um debate e que surjam ideias para que não se deixe acabar o CPVT. O futuro neste momento não é o ideal, mas há ainda condições para melhorar. É preciso que quem tem esse poder o faça.

 

Comunicado

 

O campeonato vai arrancar em Maio, em Braga.

O promotor da Velocidade Nacional, a Full Eventos, introduziu algumas alterações ao figurino do Campeonato de Portugal de Velocidade Turismos/TCR Portugal, indo de encontro à vontade manifestada pela maioria das equipas.

A Full Eventos foi contactada por várias equipas que manifestaram preocupação com o arranque do principal campeonato de circuitos nacional. Manifestaram a necessidade de um pouco mais de tempo para prepararem o início da época e fundamentalmente de uma redução dos custos de participação.

No seguimento destes contactos, foi realizada uma reunião entre o Promotor e a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), no sentido de serem encontradas soluções que respondessem às necessidades das equipas. Assim, foi determinado que o Campeonato de Portugal de Velocidade Turismos/TCR Portugal Passa a ser constituído por quatro fins-de-semana de provas, com jornadas duplas, ou seja um total de oito corridas sprint para definirem o Campeão de Portugal.

Cada jornada será constituída por duas sessões de treinos livres, com duração de 20 minutos cada, uma sessão de qualificação com duas partes de 15 minutos cada e duas corridas com uma duração máxima de 25 minutos.

Calendário:

Braga a 26 e 27 de Maio

Vila Real a 23 e 24 de Junho

Estoril a 1 e 2 de Setembro

Portimão a 27 e 28 de Outubro

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