WTCR – As expectativas dissipam-se em Marrocos

Marraquexe marca o início da nova competição FIA de carros de turismo. Com um pelotão muito forte, que intercala juventude com  experiência, o WTCR no papel promete muito. Ninguém quererá começar com o pé esquerdo em Marrocos, pelo que antecipamos uma grande demonstração de poder por parte dos intervenientes.

Ninguém quer ser considerado o favorito, até porque o BoP pode mudar muita coisa. Como o caso do Hyundai i30 N TCR que já venceu nos EUA este ano (ainda sem o Balance of Performance) e de Gabriele Tarquini (que foi o piloto de desenvolvimento do carro) não querem ser considerados os favoritos, até porque o piloto acredita que todos irão estar muito nivelados por cima.

Na Yvan Muller Racing temos o patrão da estrutura, com um dos carros apontados como favorito e sendo ele sempre uma ameaça em qualquer corrida, para além do campeão em título do WTCC, Thed Björk. Os dois fazem uma dupla terrível para a concorrência, que terá de estar bem atenta aos Hyundai brancos da YMR.

Gabriele Tarquini
Foto: Paulo Maria / DPPI

Nos Honda, o sentimento é que o Civic TCR é um carro muito bem construído que herdou do Civic WTCC a capacidade de ser bom em circuitos sinuosos, como Vila Real e Macau, mas que dado ser agora um modelo de 3 volumes, deverá ser capaz de portar muito melhor em traçados rápidos, ao contrário do TC1. Dos pilotos em Honda, deveremos ter em atenção Esteban Guerrieri e o veterano Tom Coronel. O argentino já deu muitas provas que é um piloto de categoria mundial e que nos últimos 18 meses tem vindo constantemente a ultrapassar com sucesso variados desafios que lhe são colocados. Tom Coronel dispensa apresentação e como referido anteriormente, vai entrar para lutar porta a porta. Como é óbvio, este panorama é válido até Tiago Monteiro estar pronto para regressar à competição.

E quando é que isto pode acontecer? Outra grande dúvida para acrescentar drama a esta competição. Monteiro está confiante e desejoso que seja liberado pelos médicos para competir, assim como François Ribeiro, que agradeceu publicamente o esforço do piloto em viajar de Miami até Barcelona só para a apresentação do WTCR. O principal problema que impede Monteiro de participar para já na competição, é a visão que ainda não recuperou a 100%.

EHRLACHER Yann
Foto: Paulo Maria / DPPI

Por outro lado, Tom Coronel, durante a apresentação da Taça do Mundo, avisou que agora que tem um carro de primeira linha, se bem que trabalhado de outra forma, não vai ser pêra doce em pista. Isto dito ao estilo de Tom Coronel… com muitas palavras começadas por F. Até deu como exemplo um incidente com Rydell em Donington.

Yann Ehrlacher, também de Honda é um piloto competente e capaz de vitórias, dentro da estrutura da Münnich terá sempre o piloto de fábrica da Honda, Guerrieri que deverá ter prioridade quando a equipa tiver de escolher um dos seus pilotos.

Nas outras equipas recaem ainda mais dúvidas e expectativas.

Os pilotos da DG Sport, ambos jovens com experiência em corridas do TCR International, vão disputar a taça do Mundo com dois Peugeot. Pelo que pudemos ver ao vivo do carro, nas primeiras saídas para a pista, o 308TCR escorregava bastante de frente, principalmente no 3° sector do Circuito da Catalunha, tornando-o instável nas partes sinuosas. Mato Homola confirmou-nos que na zona da chicane do 3° sector o Peugeot era preguiçoso. Já da parte da tarde, com algumas mexidas no set up, o carro estava mais estável e rápido. Aurélien Comte, o belga colega de equipa de Homola, pode ser algo desconhecido da maioria dos leitores, mas é o francês terminou em 4º no TCR Benelux e tem conhecimento da equipa que o trouxe agora para o WTCR. O Peugeot é capaz de dar mais algum trabalho de afinação que o Honda e o Hyundai, mas a marca francesa tem a sua própria competição (onde compete Fábio Mota) e com certeza, trará o seu conhecimento para as pistas da taça do Mundo.

HOMOLA Mato PEUGEOT 308TCR
Foto: Paulo Maria / DPPI

Na Team Mulsanne, os problemas de consumo exagerado de pneu e de subviragem que o Alfa trazia de 2017 foram trabalhados, segundo a equipa, mas ainda assim o orçamento desta equipa está ainda longe de outras no pelotão e ainda por cima, sem o apoio de fábrica, como se nota na Cupra, na Audi, na Peugeot, na Honda e na Hyundai. Se quisermos colocar isto de outra forma, os italianos da Romeo Ferraris, que foram quem construiu o Giulietta TCR, estão sozinhos contra as armadas dos fabricantes. O Alfa parece um carro sólido e em circuitos rápidos poderá dar alguma felicidade aos seus construtores, com dois pilotos muito experientes neste tipo de categoria.

Alfa Romeo Giulietta TCR

Das equipas e pilotos Audi temos um conjunto vasto de possíveis vencedores de corridas. Os mais sonantes parecem ser Jean-Karl Vernay e Frédéric Vervisch. O primeiro dos dois pilotos, da equipa Leopard, tem muito conhecimento dos TCR e conta com um título do TCR International Series. Pode trazer bons resultados para a Leopard, mesmo com o carro que carrega mais peso do que os outros TCR todos.

Vervish é agora piloto oficial da Audi e foi colocado na ComtoYou Racing, que “despachou” o carismático Stephano Comini desde o TCR International. Vervish pode ter uma palavra a dizer dentro do mini-pelotão que forma o Audi RS3 LMS.

A Sebastien Loeb Racing apresenta dois homens que lutaram no passado pelo título de independentes no WTCC. São eles, Rob Huff e Mehdi Bennani. São dois extraordinários pilotos e em Marrocos a SLR pode ter alguma vantagem. Bennani porque corre em casa, por seu lado Huff está já habituado ao Golf TCR e é um habitual piloto agressivo, no bom sentido da palavra.

Das equipas com os Cupra Léon TCR, a Campos Racing parece-nos a mais forte das duas. A formação da Zengö, que participa novamente numa competição FIA, parece ainda um pouco atrasada na competição, com um line up que não será para andar nos lugares da frente.

Já diferente parece a Campos. Pepe Oriola está de regresso ao topo de uma competição de turismos, acompanhado por John Fillipi. Foram os dois pilotos mais rápidos nos testes de Barcelona e o Cupra será o carro mais leve do pelotão, a seguir ao Peugeot. Muita atenção a Oriola, que é um piloto muito agressivo e que gosta deste formato de luta porta a porta.

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Como vemos, o WTCR tem tudo para ter sucesso e esperamos um belo inicio de época em Marraquexe. Não se esqueçam que podem acompanhar em Portugal a primeira qualificação e a primeira corrida em wtcr.oscaro.pt.

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