WRX – O espectáculo está de regresso

Uma das categorias em crescendo no desporto automóvel é, sem dúvida nenhuma, o rallycross. Felizmente, Portugal recebe uma das rondas do Mundial da categoria, sendo sempre uma grande festa. E porquê que o rallycross tem agora tantos fãs? Possivelmente tem a ver com os excelentes pilotos que fazem parte do pelotão do mundial, mas principalmente, pelo espectáculo que em num pequeno número de voltas, os pilotos e carros dão. O público que quer adrenalina concentrada, tem de assistir a uma ronda do FIA WRX.

A partir deste fim de semana já podemos tirar a barriga de miséria, com a primeira ronda do mundial a acontecer no Circuito da Catalunha. Algumas novidades fazem parte do cardápio do WRX, como por exemplo a estreia dos Renault Mégane WRX desenvolvidos pela Prodrive para a GCK, um projecto que sofreu alguns atrasos, mas que têm agora a oportunidade de se mostrarem aos fãs do mundial. Guerlain Chicherit, dono da GCK, espera que as prestações da equipa no mundial sejam tão boas, que possam servir de chamariz para um maior envolvimento da Renault no projecto francês. Para além das boas prestações do Mégane, é necessário que algum do orçamento utilizado pela Renault Sport para a F1, seja direccionado para o WRX, mas com um grande envolvimento das marcas no mundial de rallycross, é bem possível que os senhores da Renault possam pensar nisso a sério.

Para além de algumas novidades no mundial, não podemos esquecer de torcer pelo português Mário Barbosa, que fará a primeira prova do EuroRX (competição que acompanhará o WRX em Barcelona) a bordo do DS3.

O que mudou no BarcelonaRX?

18 supercars competirão entre si nas diversas mangas do BarcelonaRX, que apresenta algumas novidades em termos de traçado. A linha de largada foi reposicionada mais à frente. Desde Setembro de 2015, a data de estreia do BarcelonaRX, que o traçado mudou. A joker lap surge agora a meio da pista, ao contrário dos primeiros eventos que surgia perto da linha de meta.

A estratégia tem ainda mais peso com a alteração da localização da Joker Lap, podendo alterar muito a classificação final.

O que podemos esperar dos pilotos?

Em resumo, muita garra para vencer a primeira ronda do WRX. O campeão em título,  Johan Kristoffersson e o seu companheiro de equipa, Petter Solberg (não sabemos se conhecem esse senhor) terão em mãos o VW Polo R revisto, já que o construtor quer manter o ritmo de 2017, com vitória final nas duas classificações, tanto de pilotos como de equipas. Tanto um piloto como outro, dão mais que garantias para as vitórias voltarem a acontecer em 2018, no entanto, desde 2015 que nenhum piloto vence em Barcelona. Nas últimas duas edições da ronda catalã,  Mattias Ekström foi o vencedor.

Ekström, piloto da EKS Audi Sport, tem também ele um novo Audi S1, prova do compromisso dos alemães com o mundial. Serão estas as nossas duas grandes apostas para o BarcelonaRX. Por um lado, Solberg ou Kristoffersson, por outro Ekström. Claro que é fácil mandar para o ar o nome de 3 grandes pilotos do mundial, mas pensamos que com máquinas revistas pelos construtores, com o seu apoio por trás das equipas e com os pilotos em causa, são poucos os adversários que lhes podem fazer frente.

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foto: FIAWorldRallycross.com

E quem são eles? Sebastien Loeb e Timmy Hansen, da Team Peugeot Total e com ainda mais apoio do construtor francês.  Já mais longe, pelo menos teoricamente, estão os pilotos da regressada Olsbergs MSE,  Kevin Eriksson e Robin Larsson, que terão ao  seu dispor o Ford Fiesta com as últimas actualizações; Timur Timerzyanov e Niclas Gronholm pilotarão dois novos  Hyundai i20 Supercar, mas sendo uma novidade no mundial, não esperamos que os dois pilotos possam igualar os já muito desenvolvidos Polo R, S1 ou o 208, atrás identificados.

 

Outro aspecto que será extremamente analisado neste próximo fim de semana, serão os pneus Cooper. A maior parte dos carros foram actualizados, trazendo para o WRX ainda mais aceleração e aumentando a força das travagens, pelo que os pneus da Cooper serão “testados” ao vivo num traçado com curvas muito rápidas, dando respostas se os mesmos estão ao nível das exigências dos anos anteriores.

Em 2017 foi assim:

 

foto de capa: Colin McMaster/McKlein
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