F1 – O que esperar do Canadá?

O Canadá é o próximo destino da F1, depois de mais clássico GP no Mónaco. Já o escrevemos antes, mas voltamos a repetir: não gostamos de quando apelidam a F1 de maçadora e chata, só porque não tem ultrapassagens. Isso voltou a acontecer depois do último Domingo de corrida, quando já tinha acontecido na Austrália… será coincidência o facto de serem dois circuitos urbanos? Fãs das ultrapassagens não desesperem, possivelmente vão assistir a muitas no Circuito Gilles Villeneuve (já podem fechar o artigo, porque a partir de agora vamos escrever sobre F1). Fãs da F1, também têm muito para ver durante o próximo fim de semana.

Algumas mudanças no circuito já vão ser possíveis de ver neste fim de semana. Para além do aumento de zonas de DRS para 3, o muro depois da curva 2 foi substituído por nova rede protectora, assim como alterações efectuadas na escapatória da curva 3 pensadas para a retirada mais rápida de carros. A nova zona de DRS encontra-se depois da curva 7.

O regresso da Ferrari aos lugares do topo?

Isso deve acontecer. A Red Bull não terá muito motor para acompanhar a Scuderia, no entanto estamos ansiosos para ver o que podem trazer as actualizações da Renault. A Red Bull já fez saber que vai esperar até ao GP da Áustria para tomar a decisão acerca do fabricante de motores escolhido para 2019. Como tal, a Renault pode ainda ter que construir motores para os Bull’s para o ano, já que se os senhores de Milton Keys estivessem contentes com o trabalho da Honda na Toro Rosso, possivelmente já o teriam publicamente feito. O problema é que ninguém sabe muito bem o que esperar da Red Bull… Kvyat que o diga, assim como António Félix da Costa. A Renault trará novas actualizações no MGU-K, para que não torne a acontecer o mesmo que se passou no carro de Ricciardo no Mónaco, enquanto a Honda se focará no melhoramento do motor de combustão interno.

Falta saber se a Mercedes conseguirá acompanhar a Ferrari. O motor Ferrari e o seu chassis devem ser fortes no Canadá e as actualizações pensadas pela Mercedes para este GP ficaram congeladas até ao próximo GP, o de França. O fabricante germânico argumentou que um problema de qualidade nas unidades motrizes que seriam as substitutas das actuais, não permite que a troca aconteça já este fim de semana. Quase todos os carros trocarão para a sua segunda unidade motriz do ano (são permitidos 3 motores por ano), mas os carros da Mercedes, Force India e Williams ainda não o farão.

As grandes dúvidas são se o motor Ferrari evoluído não trará problemas de fiabilidade aos pilotos ou se em caso de ser fiável, não dar uma “abada” aos Mercedes.

Saída de chefe de aerodinâmica na Williams

Não tem a ver directamente com o próximo GP, mas mais uma época desastrosa para Williams, originou uma nova troca de pessoal na equipa. O até agora chefe de aerodinâmica dos britânicos, Dirk de Beer, foi substituido por Dave Wheater, enquanto Doug McKiernan ficará responsável pelo departamento de design e aerodinâmica, apenas alguns meses depois de começar a trabalhar na equipa.

Têm sido meses muito complicados para a Williams, que se vê abaixo do que consegue fazer a Sauber, que era a equipa mais fraca do pelotão. Não se trata apenas dos pilotos escolhidos terem ou não experiência, serem ou não bons. Teremos que ir muito mais além para tentar sarar as feridas da Williams. O carro tem um chassis fraco e todas as tentativas de melhorar a aerodinâmica têm falhado quase totalmente, ao contrário do que aconteceu com a Force India, que iniciou a época com um carro fraco mas tem vindo a conseguir dar a volta. Tem sido mais penoso para os homens da Force que as épocas anteriores, no entanto conseguem dar sempre um jeito à coisa. Na Williams, não.

Mesmo a McLaren, que tem esperado pelas actualizações da Renault, não tem acertado muito com as melhorias aerodinâmicas e de certo, não têm um chassis que honre os seus antecessores, mas conseguem colocar Fernando Alonso no top 10 consecutivamente.

O problema da Williams tem de ser resolvido internamente, no entanto parece-nos que brincar ao jogo das cadeiras antes de um GP, não seja o ideal em nenhuma equipa.

A importância do Canadá para os pneus hipermacios

A Pirelli já afirmou que este GP é bastante importante para perceberem melhor o comportamento dos seus novos pneus hipermacios. Os pneus cor de rosa já deram o ar da sua graça em Barcelona (em testes) e no Mónaco, mas a degradação traseira através da muita tracção utilizada no circuito em Montreal, vai ser estudada com atenção pelos italianos.

Isso dará uma ideia de quais os circuitos onde podem ser utilizados os pneus fora do seu habitat natural, os circuito citadinos.

 

Em 2017 foi assim:

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.