Fórmula E – di Grassi, em cima da meta, vence numa das melhores corridas de sempre

Lucas di Grassi venceu a corrida do México da Fórmula E num final de corrida impressionante, ao ultrapassar Pascal Wehrlein a poucos metros da linha de meta. O alemão garantiu a pole position e ficou sem a liderança por ter ficado sem potência, terminando com 0% de energia nas baterias do carro e terminando no sexto posto depois de receber 5s de penalização por ter cortado a última chicane do circuito. António Félix da Costa terminou no 2º posto aproveitando a confusão das voltas finais e Mortara fechou o pódio.

A quarta ronda da competição mundial de eléctricos rumou ao México e ao fantástico Autodromo Hermanos Rodriguez. António Félix da Costa partiu de 5º na grelha e na primeira curva da corrida, o português da BMW i Andretti Motorsport, perdeu uma posição que mais à frente recuperou.

O pior estava para vir logo nos instantes iniciais da corrida, com Nélson Piquet a falhar a travagem e a bater forte na roda traseira direita do carro de Jean-Eric Vergne e a levantar voo em direcção ao muro de protecção do circuito. A corrida teve de ser interrompida para se poder limpar os muitos detritos em pista.

No recomeço da corrida, após duas voltas atrás do Safety Car, as posições na frente da corrida não se alteraram, com Wehrlein, Rowland, di Grassi, Buemi e da Costa nos cinco primeiros lugares. Muitos foram os pilotos a activarem o Attack Mode, que aumenta a potência dos carros, logo na primeira volta atrás do SC, enquanto António Félix da Costa apenas o activou na segunda. O português tentou passar por Buemi, mas o francês tapou muito forte a tentativa.

Enquanto o líder ia consumindo mais energia rapidamente, Rowland e di Grassi conseguiam chegar-se à traseira do monolugar do alemão, ainda que não o ultrapassassem. Quem teve uma corrida para esquecer foi Jose Maria Lopez que foi penalizado com um drive through e esteve sob investigação várias vezes, somando penalizações de tempo adicionais para o final de corrida.

A cerca de 7 minutos do fim, Rowland passou na zona de activação do attack mode, mas cometeu um pequeno erro e di Grassi aproveitou, passando para o segundo posto e colado à traseira do carro de Wehrlein. Rowland e Buemi, colegas de equipa, tocaram-se na chicane do circuito e da Costa ficou na expectativa, mas não pôde aproveitar a situação.

Nas duas últimas voltas di Grassi fez um último esforço, com Wehrlein a fechar por todos os lados, mas a gastar muita energia nesta defesa. A poucos metros o alemão perdeu tudo, baixando para 6º  depois de cortar a chicane e ser penalizado com a adição de 5s ao tempo final e António Félix da Costa subiu ao pódio no segundo lugar, também porque conseguiu passar pelos dois Nissan que ficaram sem energia.

Foto de capa: Sam Bloxham/LAT Images

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